A doença celíaca afeta cerca de 1% da população mundial. Nos últimos anos, sua incidência tem aumentado, principalmente devido ao maior conhecimento sobre os sintomas extraintestinais e ao avanço nos exames de diagnóstico. 

O que causa a doença celíaca? 

A doença celíaca ocorre em pessoas com predisposição genética, quando o sistema imunológico identifica o glúten — uma proteína presente no trigo, centeio, cevada e malte — como uma ameaça. Isso desencadeia uma resposta inflamatória que pode causar danos ao intestino delgado e gerar diversos sintomas gastrointestinais e extraintestinais. 

Fatores de risco para a doença celíaca 

O principal fator de risco é a predisposição genética, tornando a história familiar um elemento essencial para o rastreamento precoce. Além disso, algumas condições aumentam o risco de desenvolver a doença celíaca, como: 

  • Doenças autoimunes, incluindo diabetes tipo 1, hipotireoidismo e hipertireoidismo; 

  • Síndrome de Down e Síndrome de Turner; 

  • Deficiência seletiva de IgA. 

Sintomas da doença celíaca 

Os sintomas podem variar conforme a idade do paciente: 

Em crianças menores de 2 anos: 

  • Diarreia persistente; 

  • Distensão abdominal; 

Em crianças mais velhas e adultos: 

  • Alterações no esmalte dentário; 

  • Dermatite herpetiforme(lesões no corpo);

  • Atraso na puberdade e ausência de menstruação; 

  • Dores de cabeça e cansaço persistente; 

  • Em casos raros, convulsões. 

Como é feito o diagnóstico da doença celíaca? 

O diagnóstico inicial é baseado na história familiar, nos sintomas apresentados e na realização de exames laboratoriais, como sorologias e testes genéticos. A biópsia intestinal pode ser necessária para casos duvidosos. 

Vale destacar que não se recomenda o rastreamento universal da doença celíaca, pois sua prevalência na população geral ainda é considerada baixa. 

Qual o tratamento para a doença celíaca? 

O único tratamento eficaz é a dieta isenta de glúten, ou seja, a exclusão total de alimentos contendo trigo, centeio, cevada e malte. 

Caso os sintomas persistam mesmo após a retirada do glúten, é importante investigar outras condições associadas, como: 

  • Supercrescimento bacteriano; 

  • Intolerância a glúten (não celíaca); 

  • Doenças inflamatórias intestinais; 

  • Giardíase. 

 

Muitas pessoas associam a doença celíaca apenas aos sintomas gastrointestinais, como diarreia e distensão abdominal. No entanto, essa condição pode se manifestar de diversas formas, exigindo atenção do médico para um diagnóstico preciso. Identificar precocemente a intolerância ao glúten e iniciar o tratamento adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente e de sua família. 

Fontes:

https://publications.aap.org/pediatricsinreview/article-abstract/42/10/529/181197/Celiac-Disease?redirectedFrom=fulltext 

Dr. Túlio Alonso João – Pediatra, Especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria – RQE: 85275. 

Atendimentos em Botafogo e Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

 

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