Gripe K: o que os pais precisam saber para proteger seus filhos

Nos últimos meses, a chamada gripe K voltou a ser assunto após surtos de gripe em outros países, como Estados Unidos e Europa, com aumento de casos principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.  O primeiro caso da doença no Brasil foi registrado nessa semana.

É importante esclarecer que a gripe K não é uma nova doença, mas pode causar sintomas intensos, especialmente em crianças.

O que é a gripe K?

A gripe K é um termo popular utilizado para se referir a uma variante do vírus Influenza A (H3N2). O nome surgiu após a identificação de surtos relacionados a uma linhagem inicialmente associada à região de Kansas (EUA) — por isso a letra “K”.

Na prática, trata-se de uma gripe comum, causada pelo vírus Influenza, que pode variar em intensidade conforme a idade e a saúde da criança.

Houve surto em outros países?

Sim. Essa variante esteve relacionada a surtos significativos nos Estados Unidos e em países da Europa, com aumento de atendimentos pediátricos e internações em determinados períodos. No Brasil, o vírus Influenza circula de forma sazonal, principalmente no outono e inverno.

Quais são os sintomas nas crianças?

Os sintomas da gripe K costumam surgir de forma súbita e podem incluir:

  • Febre alta

  • Tosse seca

  • Dor de garganta

  • Coriza e nariz entupido

  • Dor no corpo e cansaço intenso

  • Falta de apetite

  • Em bebês e crianças pequenas: irritabilidade, prostração, vômitos ou diarreia

Em alguns casos, a gripe pode evoluir para complicações, como bronquiolite, pneumonia ou otite.

 A vacina contra a gripe protege contra a gripe K?

Sim.
A vacina anual contra a gripe protege contra os principais tipos do vírus Influenza em circulação, incluindo o Influenza A (H3N2).

Mesmo quando a criança vacinada adoece, a vacina:

  • Reduz a gravidade dos sintomas

  • Diminui o risco de complicações

  • Ajuda a evitar internações

Por isso, a vacinação anual é fundamental, especialmente para crianças menores de 5 anos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito principalmente pela avaliação clínica do pediatra, levando em conta os sintomas e o período de circulação do vírus.
Em alguns casos, podem ser solicitados testes específicos para Influenza.

Qual é o tratamento?

O tratamento depende da idade da criança e da gravidade dos sintomas:

  • Casos leves: repouso, hidratação, antitérmicos e acompanhamento médico

  • Casos moderados ou em crianças de risco: o pediatra pode indicar antiviral, especialmente quando iniciado nas primeiras 48 horas

Atenção! Antibióticos não tratam gripe, pois a infecção é viral.

Quando procurar o pediatra?

Procure atendimento médico se a criança apresentar:

  • Febre alta ou persistente

  • Dificuldade para respirar

  • Prostração intensa

  • Recusa alimentar

  • Qualquer sinal de piora

    Dr. Túlio Alonso João – Pediatra, Especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria – RQE: 85275.  

    Atendimentos – Praia do Flamengo, 66, Sala 808, Bloco B, Flamengo, Rio de Janeiro.